terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desafio de Hércules, Concluído!




 Na semana passada, um amigo me marcou numa postagem que trazia uma listinha de tarefas com a foto de um ser espartano na frente. Fiquei um pouco desconfiado a principio porque a imagem dos gregos vem sendo desgastada por pessoas que não deveriam ser nem de longe merecedoras de usá-las. Ainda assim, fui lá checar do que se tratava.

O criador do desafio havia sido um amigo meu de Recife, Adilson Veron; e como já o conhecia de longa data, respirei aliviado sabendo que meu tempo analisando a proposta não seria em vão. E não foi em vão. Percebi logo de cara que o “desafio” fazia jus ao nome: era um desafio. Não um treino que você pretende repeti-lo diariamente ou semanalmente. Um desafio. As pessoas ainda confundem muito uma coisa com a outra.

Um desafio é algo que você entra de cabeça sem ter a plena certeza de que chega ao final. Se você já conhece plenamente a sua capacidade de concluir, então aquilo não te desafia. É muito fácil e cômodo assumir um trabalho que você já sabe que é capaz de executar.

Eu não me assustei com as 12 tarefas de imediato. Passei uma leitura breve sobre elas e tudo que via ali eu já tinha feito uma vez ou outra na vida. Mas nunca em sequência e de forma metódica. Vi que a tarefa número 12 era particularmente a mais cansativa: 1 km de quadrupedal. Eu já havia feito isso em Maceió, com o Ibyanga,e assim... foi de morrer. Nesse dia fizemos APENAS ISSO e eu tive muito trabalho para terminar. E o que era que o “Desafio de Hércules” trazia? 1 km depois de executada as outras 11 tarefas. Ou seja, FODEU.

Fiquei empolgado com esse teste e marquei a minha tentativa para 3 dias depois que vi o anúncio.

Hoje é final da noite de terça-feira , dia 11/02/2014 e estou escrevendo somente agora porque eu estava muito cansado para sequer levantar da cama. O desafio foi concluído ontem a noite e logo abaixo eu vou narrar minha trajetória dentro dele para que eu tenha como registro pro futuro.

---------------------------------------- O DESAFIO ----------------------------------------




Eu havia marcado para começar as 18:00, mas quando cheguei lá não havia ninguém. Me dirigi para onde iria começar e iniciei meus alongamentos. Quando terminei e estava prestes a iniciar a primeira tarefa sozinho, chegaram Tárcio e Finha. Apressei-os o máximo que pude porque eu não fazia ideia de quanto tempo levaria ali. Minha meta era terminar antes de 3 horas, mas se fosse para ficar lá até meia-noite, eu ficaria. Eles mal tiveram tempo de alongar e então começamos logo após eu iniciar minhas anotações.


Minha letra foi ficando mais feia por causa do cansaço conforme eu ia escrevendo gradativamente as anotações.


PRIMEIRA TAREFA – 10 TIROS DE 100 M
TEMPO DE EXECUÇÃO: 04:02

Eu decidi fazer o desafio no calçadão da 13 de Julho porque ele tem marcação de quilometragem no chão. Então eu saberia exatamente o quanto correr para não correr o risco de me auto-sabotar.

Os 10 piques foram feitos de forma “indo e voltando”; dessa forma, descansávamos alguns poucos segundos para pegar fôlego e retornávamos de onde saímos. Nada de novo ou muito interessante. Tarefa simples e que ajuda a irrigar os músculos com oxigênio se você respirar corretamente durante as execuções. Terminamos os 10 tiros sem maiores problemas e já suados.
 
SEGUNDA TAREFA – 100 AIR SQUATS (AGACHAMENTO)
TEMPO DE EXECUÇÃO: 04:57
MODO: 2 x 50


Estávamos os três bastante empolgados! A primeira já tinha ido! Nisso chegou Diego Elias e se juntou a nós. Perguntei se ele iria fazer os 10 tiros antes e ele disse que iria pular essa parte. Resmunguei um pouco porque eu sou chato e então ele passou a nos acompanhar.

Iniciei com a pretensão de fazer 4 séries de 25. Mas quando chegamos nos 20 primeiros notamos que poderíamos continuar com facilidade. Seguimos direto até os 50. Descansamos um pouco o músculo da coxa e percebemos que os tiros do começo estavam se fazendo sentir agora. A próxima série de 50 foi muito mais difícil. A coxa queimava a cada exercício (que não era executado de forma rápida porque a intenção era executar o agachamento corretamente).

Acho que essa é a única parte do desafio inteiro que se pudesse voltar eu faria de forma diferente. Aumentaria as séries e diminuiria as repetições. O resultado foi que esses dois primeiros exercícios, combinados, fragilizaram minhas pernas para todos os outros seguintes. Sempre que eu parava em falso, minha perna começava a tremer. Acredito que isso foi por conta do pouco descanso que dei entre as séries.

TERCEIRA TAREFA – 90 PULL UPS (BARRAS)
TEMPO DE EXECUÇÃO: 15:36
MODO: 5 x 10 + 8 x 5

Quando comecei, eu fiz as 10 primeiras tranquilamente. Pensei: "Sem muito mistério, são apenas barras.". ERRADO. As barras estavam ali por um único propósito: fadigar seus membros superiores. Percebi isso tarde demais. Então eu resolvi mudar a abordagem no meio do desafio: ao invés de fazer 9 séries de 10, eu mudei as 40 últimas para 8 séries de 5. Isso me ajudou MUITO porque conservou o músculo e deu mais tempo para que ele respirasse.

Esse descanso foi providencial porque eu não queria ficar com os braços tremendo por cometer o mesmo erro que fiz com os exercícios de perna. Além do mais, eu lembrei que lá pra frente havia planches e climbs. Preciso dos meus braços funcionando!

O que mais me assustava era que a cada série que executava eu me perguntava: “eu faria 1 km de quadrupedal AGORA, tranquilamente?”. E a resposta sempre era “Não”. Então eu fiquei com muito medo do final do treino porque vi o quanto aquilo estava me consumindo pouco a pouco...

Curiosamente eu acho que essa foi uma das piores parte do desafio. Meus últimos treinos têm focado muito pouco nesses músculos e eu notei que estava um pouco “fraco” neles. Fiquei com raiva disso e isso me abatia bastante psicologicamente.

QUARTA TAREFA – 80 PRECISÕES CRAVADAS
TEMPO DE EXECUÇÃO: 08:47
MODO: 80 SEM DESCANSO


Eu sabia que esse seria o meu momento de descanso. Eu já estava acostumado a fazer as 100 precisões do caba macho com as pernas muito mais cansadas do que estava agora. Então tirei de letra.

Escolhi uma precisão que tinha mais ou menos 9 pés e era pra um local ligeiramente mais alto de onde estava. Lembrei que, em algum lugar, eu vi o Veron dizer que “Uma errada vocês devem reduzir uma certa. E as erradas não valem!”. Não contei isso para os meninos porque sabia que se eles fossem reduzir as certas pelas erradas eles iam demorar muito tempo mesmo. Deixei eles contabilizarem somente as certas, sem deduções. Decidi que a cada 10 precisões corretas, eu ia juntar uma pedrinha no canto. Isso porque sempre que eu decido fazer séries grandes sem pausa eu esqueço minha contagem e acabo fazendo mais ou menos que o necessário.


    
Minhas 80 precisões, bonitinhas.

Eu estava me saindo melhor do que o esperado. Não precisei parar para descansar e fiz as 80 seguidas. Eu executava uma, descia e voltava de onde sai. Repeti esse ciclo por 80 vezes. Não errei nenhuma. Então não precisei deduzir nada. Percebi que depois de 50 precisões, as minhas aterrissagens foram ficando mais pesadas e a técnica pior. Aceitei que eu estava cansando, mas o fato de não ter errado nenhuma deu uma levantada no meu ego e na minha energia para continuar.

QUINTA TAREFA – 70 PUSH UPS (FLEXÕES)
TEMPO DE EXECUÇÃO: 03:41
MODO: 1 x 30 + 2 x 20

Eu abri um sorriso quando vi que seria isso. Flexões não eram tão pesadas como as barras e me ajudariam a variar o grupo muscular superior. Comecei bem empolgado, feliz, brincando com os meninos e me lembrando de não cometer excessos. A principio eu ia fazer duas séries de 35, mas por questão estratégica, resolvi aumentar esse número para três: a primeira com 30 e as duas seguintes com 20.

Fiz tudo sem dificuldade nenhuma. Conseguia fazer mais repetições se eu quisesse, mas minha intenção era guardar energia. 

SEXTA TAREFA – 60 JUMP BOX
TEMPO DE EXECUÇÃO: 11:13
MODO: 6 x 10

Tivemos que nos deslocar de onde estávamos para buscar um local que desse para fazer isso. Tudo que víamos no caminho ou era alto demais, ou baixo demais. Encontramos esse espaço dentro da quadra de basquete que não era o ideal, mas dava pra fazer. Pedi permissão aos meninos que estavam jogando e eles disseram que não iríamos atrapalhar.

"Saporra, era alto!"

Era alto para eu executar os box sem dar um passinho. O local passava da minha cintura. Devia ter mais de 1 metro e 20 centímetros. Algumas repetições eu consegui fazer da posição “parado” e saltando. Outras, inevitavelmente, eu tive que fazer dando um passinho antes.

O que me matava nesse exercício era o fato de ter que ficar de pé em cima da caixa depois. Essa subida do agachamento quebrou as minhas pernas. Eu comecei a sentir acumular um cansaço bem chatinho nos membros inferiores e a tremedeira subitamente começou a voltar.

Quando terminei os 10 primeiros eu percebi que precisava MUITO de ÁGUA. Então eu coloquei como objetivo que só iria liberar a água pra mim depois que eu chegasse na metade. E assim fui fazendo mesmo morrendo de sede. A água já estava quente mas mesmo assim desceu refrescante!

Eu e Finha estávamos encharcados de suor e ele ficava escorrendo pelos braços. O local onde a gente subia começou a ficar molhado com ele e tínhamos que ficar dando passinhos pro lado para evitar escorregar.


Era assim que ficava alguma coisa quando a gente se encostava.


Nesse momento Diego e Tárcio foram embora quase ao mesmo tempo em que  Victor chegou. Diego disse que não aguentava mais (e ele parecia cansadão mesmo) e Tarcio estava fazendo muita coisa errada, de forma descompromissada com o desafio e ainda tinha marcado um outro compromisso.

Foi chato ver eles irem embora na metade, mas mesmo assim fiquei agradecido por eles terem começado junto e aturado o treino até ali. Eu odeio fazer físico sozinho e isso é uma constante na minha vida. Então qualquer pessoa do lado pra eu xingar, ou conversar, já é uma ajuda tremenda para eu não ficar entediado.

E foi aí, nesse momento de despedida, que olhei pro meu caderninho e pela primeira vez percebi como o treino havia sido estruturado: elementos com menos técnica primeiro, elementos com maior técnica por último. Número de repetições maiores para exercícios mais simples, número de repetições menores para exercícios mais complexos. Muito interessante isso e enfim entendi porque o Veron havia me dito que eles deveriam ser feito naquela ordem. A diferença de uma tarefa para a outra era de apenas 10 repetições. Isso fazia com que acabássemos mais rápido a tarefa, mas promovendo um gasto considerável no corpo por causa do tipo de exercício. Se os box jumps fossem logo no começo, eu faria tranquilamente. O mesmo com cada uma das coisas que viria a seguir... E foi aqui que o desafio começou a complicar pra mim.

SÉTIMA TAREFA – 50 SIT UPS (ABDOMINAIS)
TEMPO DE EXECUÇÃO: 00:52
MODO: DE UMA VEZ

Meu abdômen é meu músculo mais forte. Então eu estava com ele bem tranquilo (apesar das precisões) e resolvi não perder tempo e fazer tudo em uma tirada só. Nem pareceu que eu estava executando uma das 12 tarefas em direção ao inferno...

OITAVA TAREFA – 40 BURPEES
TEMPO DE EXECUÇÃO: 03:32
MODO: 1 x 15 + 1 x 10 + 1 x 8 + 1 x 7

Faz aproximadamente dois anos que eu descobri a eficiência dos burpees em treinamentos físicos. Então de lá pra cá eu compreendi o quanto esse exercício engana e o quanto ele é puxado sem parecer que é.

A primeira série eu ia fazer somente 10 mas vi que estava bem e resolvi seguir direto para 15 repetições. Não deveria ter feito isso. Assim que terminei a décima quinta me senti tonto por uns 2 segundos. Não sei se devido ao esforço repetitivo de abaixar e saltar ou se por que eu estava já apresentando sinais de fome (e eu não havia tomado café, apenas tomado uma vitamina).

Resolvi pegar mais leve um pouco e dividir as repetições restantes em séries menores.

NONA TAREFA – 30 CLIMB UPS
TEMPO DE EXECUÇÃO: 05:25
MODO: 5 x 6

"Jesus, me dê força...". Foi assim que eu comecei. Tivemos que nos deslocar novamente para outro lugar e achar um muro que pudéssemos subir. O local tinha uma pegada ruim (ondulada) e ainda tinha umas pestes de umas notas musicais desenhadas e que a tinta fazia o pé deslizar.

Resolvi começar logo porque eu sabia que o próximo era o planche e eu não podia vacilar muito nessa tarefa. Fiz 5 séries de 6 climbs. Fazia o cat, climbava, descia. Tomava ar e fazia novamente. Esse foi o jeito que eu consegui (direto no muro eu iria morrer rápido e não iria conseguir planchar depois).

A essa altura eu não olhava mais para Finha e pra Victor. Nem vi as técnicas que eles usaram e como fizeram. Vi Finha reclamar um pouco do muro e escorregar nas mesmas notas musicais de merda. E o fi da peste ainda suava o muro todo!!! UHAUHAHUHUAUHAUH O que já era difícil o suor dele tornava pior... 

DÉCIMA TAREFA – 20 PLANCHES
TEMPO DE EXECUÇÃO: 09:35
MODO: 2 x 5 + 10 x 1

Essa foi à divisão mais estranha que eu fiz e acho que foi o exercício que mais tive dificuldade (mais ainda do que as barras lá do começo). Além do fato de eu, agora, ter consciência que minha parte superior não está tão forte como eu pensava, estava todo meu cansaço do treino e o medo do quadrupedal que estava por vir.

Eu pensei “vou fazer os planches rápido”. Subi e de uma vez fiz uma série de 5. Me impressionei porque eu não achei que seria capaz de fazer com a facilidade que fiz. Mas aí eu senti uma dorzinha estranha no meio do cotovelo direito. Subi na barra e fiz de novo mais 5 e a dor aumentou um pouquinho. Esse era um aviso muito sério e que eu seria imprudente se ignorasse.

Os 10 planches que faltavam eu fiz de 1 por 1. A dor no cotovelo aumentava, então eu comecei a jogar o peso mais pro lado esquerdo para reduzir o esforço.

Meu último planche foi muito sofrido. Meu antebraço queimava e meu grande dorsal (a asa) estava contraindo involuntariamente. O último foi naquele "jeito selva". Minha mão direita escorregou, eu segurei com o antebraço em cima da barra e acho que se não fosse pelos gritos de Finha “Bora! Bora! É o último!”, eu poderia ter desistido dele.

Fiquei feliz por não ter descido. Seria muito ruim fazer mais uma repetição nesse estado...

DÉCIMA PRIMEIRA TAREFA – 10 HANDSTAND PUSHUPS
TEMPO DE EXECUÇÃO: 01:02
MODO: 2 x 5

Eu acho que esse exercício foi um presente dos céus para mim. Eu não tenho dificuldade alguma com ele e por isso consegui fazer rapidão e esperar os meninos terminarem (com dificuldade) os deles.

Fiz duas séries de 5, com os pés encostados na parede. Fiz cinco, desci, tomei um ar. Subi de novo e fiz mais cinco. Sem problemas, suave e brincando. Acho que por ter sido ginasta e já ter feito muito disso eu tive certa facilidade, porque eu via Finha e Victor terem bastante dificuldade...

DÉCIMA SEGUNDA TAREFA – 1 KM DE QUADRUPEDAL
TEMPO DE EXECUÇÃO: 13:50
MODO: SEM PAUSA


Dessa primeira bola branca até a placa branca lá no fundo tem 100 m.

Chegou a última. Tudo que queríamos era terminar e ir pra casa. Eu disse “Olha, vamos começar logo que eu quero terminar.”. Voltamos para o lugar que começamos. Aquele que tinha a marcação dos 100 m. A missão seria ir e voltar (200 m), cinco vezes.

Eu estava BEM receoso porque cerca de 1 ano atrás, Edi me chamou em Maceió para fazer 1 km de quadrupedal e eu quase botei os bofes pra fora. Na época, eu fiz começando do descanso, em determinados momentos corri em quadrupedal e ainda assim eu finalizei em 25 minutos. Naquele dia, eu sofri muito. Então, nas condições que eu estava agora, eu esperava sofrer muito mais.

Engano meu. Não foi.

Comecei tranquilo e fiz os primeiros 200 metros sem sentir nada. Depois eu comecei a fazer um pouquinho de costas para aliviar a carga no ombro. Detalhe: sempre que faço quadrupedal eu sinto mais a perna do que os braços, mas hoje meus braços já estavam tão fodidos que o ombro começou a dar sinal de fadiga primeiro que a coxa.

Coloquei como meta não me levantar e descansar o mínimo possível. Se juntar todo o meu tempo de descanso, nessa parte, deve ter dado menos de 1 minuto (e sempre na posição de quadrupedal).

Quando estava lá em 600 metros, uma menina de uns 18 anos (bonitinha que só a peste) colou do meu lado e começou a fazer perguntas se aquilo era um esporte de andar de quatro. Era incômodo rastejar no chão e conversar enquanto ela fazia perguntas.

Quando cheguei em 800 metros foi a vez de um casal, que estava assistindo a tarefa desde o começo, me abordar. Expliquei que não podia me levantar, mas que eles podiam me acompanhar. Mais uma vez tive companhia e respondi perguntas sobre o quadrupedal, o treino e sobre o Parkour.

Esse povo não podia deixar pra fazer perguntas mais tarde, não? A 13 é um calçadão onde o pessoal rico de Aracaju pratica cooper. Era engraçado ver as mesmas pessoas indo e voltando e você ainda no chão... fazendo a mesma coisa, sem parar, desde que elas passaram por você...

Meus últimos 100 metros foram chatos. Meu braço já tremia e eu queria muito acabar com aquilo. Os últimos passos foram me arrastando, mesmo que eu soubesse que poderia dar mais. O problema é já era mais de 2 horas e meia de treino físico e eu já estava começando a ficar entediado daquilo.


ACABEI.


Começamos exatamente as 18:25 e concluímos tudo, com as mudanças de local e com os tempos de descanso entre as tarefas, em 2 horas e 15 minutos. Olhei pro relógio e era 20:40, ou seja, cumpri a minha meta inicial de terminar antes de 3 horas com muita folga.

Olhei pro lado e vi Finha iniciando seus últimos 200 metros. Fiquei olhando pra ele durante um bom tempo e o parabenizei quando terminou. Ter Finha ali do lado, fazendo o treino inteiro comigo, foi gratificante. Sem a presença dele aquilo tudo teria sido muito mais doloroso e chato.

Incrivelmente quando acabamos não estouraram fogos de artifício e nem gostosas com pouca roupa vieram entregar coroas de flores. Resolvemos pegar um ônibus para casa porque voltar caminhando estava meio fora de cogitação.

Sobre o quadrupedal ainda, eu o terminei em menos de 15 minutos e fiquei sem entender como. Das duas uma: naquela época que fiz 1 km com o Edi eu estava MUITO MAIS FRACO do que hoje ou então O FILHO DA PUTA MENTIU! Eu vou checar no mapa e tenho quase certeza que aquele percursos todo deve ter dado uns 2 km ou mais. É bem a cara dele ter me enrolado pra fazermos mais... ¬¬

Esse foi mais um desafio concluído e que eu gostei bastante de ter levado até o fim. Não é um treino que eu chamaria os amigos para fazer de novo, como quem convida para um churrasco. Talvez fizesse isso se houvesse algum agravante dentro dele que o tornasse um desafio de novo. Como disse antes, só é um desafio se você não tiver certeza que consegue. E esse eu já tenho certeza que consigo.

Acredito que durante os próximos dias vários amigos meus, principalmente daqui do nordeste, irão tentá-lo também. Estou ansioso para ouvir os relatos e boa sorte a todos vocês.

Se desafiar, de tempos em tempos, é um combustível magnífico para nossos treinos.

Até o próximo, povo!

Um comentário:

Vinicius Polatto disse...

Opa, eu curti esse desafio e queria tentar ele, porém sinceramente não pratico parkour. Sei o que seria o pulo de precisão só, o que seria o get up e a planche ? Eu tentei procurar mas ambos me pareceram o mesmo exercicio, que seria basicamente um muscle up em uma parede. Teria como dar mais informaçoes de como são os exercicios ? Obrigado